sexta-feira, 3 de junho de 2011

O ESTUDO DA HISTÓRIA DA PSICOLOGIA

O ESTUDO DA HISTÓRIA DA PSICOLOGIA - PARTE 2

Definição de conceitos/doutrinas:
Atomismo:
Etimologicamente, a palavra atomismo (tal como átomo) deriva do Grego atomos que significa indivisível. Na filosofia,o termo atomismo designa uma doutrina defendida por Demócrito no séc. V a.C. e mais tarde retomada por Epicuro, segundo a qual tudo o que existe é matéria e toda a matéria é composta por átomos e por vazio. O atomismo antigo é, desta forma, uma explicação monista e materialista da realidade. Para a doutrina atomista o mundo constrói-se pelo jogo mecânico e não planejado de várias combinações de átomos sem referenciar uma ordem ou plano divino.

Determinismo:
Determinismo é a doutrina que afirma serem todos os acontecimentos, inclusive vontades e escolhas humanas, causados por acontecimentos anteriores, ou seja, o homem é fruto direto do meio, logo, destituído de liberdade total de decidir e de influir nos fenômenos em que toma parte.

Materialismo:
Em filosofia, materialismo é o tipo de fisicalismo que sustenta que a única coisa da qual se pode afirmar a existência é a matéria.

Dualismo:
Dualismo, ou dualidade foi uma doutrina estabelecida por René Descartes e Christian von Wolff quem primeiro utilizou o conceito em sua concepção moderna, segundo o qual "é o sistema filosófico ou doutrina que admite, como explicação primeira do mundo e da vida, a existência de dois princípios, de duas substâncias ou duas realidades irredutíveis entre si, inconciliáveis, incapazes de síntese final ou de recíproca subordinação."

Em minha concepção dos conceitos em síntese:Atomismo significa aquilo que é indivisível. O determinismo afirma que o homem é fruto direto do meio. O materialismo sustenta que a única coisa que pode afirmar existência é a matéria e o dulalismo tem como explicação para o mundo e para vida a existência de duas substâncias ou realidades inconciliáveis entre si.

Heráclito criticou o materialismo e o atomismo vigentes em sua época: "Todas as coisas fluem" é o seu ensinamento principal. "As coisas" não são reais estão continuamente se desvanecendo, transformando em seus opostos. Heráclito via processos (despojar a matéria de sua estabilidade e solidez). Sua principal contribuição a psicologia foi percebida ao afirmar que um psicólogo não pode ter o menor conhecimento novo da matéria que estuda, sem que perceba não estar tratando com partes ou partículas de qualquer coisa estável ou concreta, mas sim com processos mutáveis. Anaxágoras ´pr sua vez pode ser considerado um atomista pois ele acreditava que uma redução a elementos simples não explicava completamente o mundo. Com uma crítica menos radical defendia a existência de um número indefinido de elementos qualitativos diferentes, considerava a disposição dos elementos tão importantes quanto sua existência (a ordem do mundo e as partes que o constituem devem ser explicadas). Pitágora acreditava que a realidade podia ser compreendida por meio dos números. A ciência dos números para obter um conhecimento exato, a aplicação bem sucedida dos métodos quantitativos ao material psicológico foi decisiva para fazer da psicologia uma ciência. Platão considerava os homens pensando neles naturalmente do ponto de vista de seu próprio interesse pela vida do intelecto. Classificava as forças humanas desde a mais elevada até a mais baixa. Citava a razão, que residia na cabeça, depois a coragem que se encontrava no peito, os sentidos e os desejos, no abdomem. Considerava essas forças como sendo parte da alma. Utilizou um modo de pensar idêntico ao que seria mais tarde chamado de faculdades psicológicas.

Em linhas gerais, para Platão a principal fonte de influencia está na distinção entre a mente e a matéria e sua identificação da mente com o extraterreno. O mental nunca poderá ser objeto de conhecimento científico.Aristóteles pensou mais em termos de matéria e forma, no modo de ver as coisas e em temperamento. Estava interessado pelo concreto e pelo real. Não encontrou distinção entre matéria e mente.

Os problemas e padrões de pensamentos da psicologia existem desde a idade média, quando ainda faziam parte da filosofia. Isso não quer dizer que os atuais modos de pensar foram importados integralmente dos antigos, nem que as descobertas da ciência moderna já estavam estampadas nas antigas especulações. Do ponto de vista das contribuições positivas para a psicologia científica, a idade média é realmente sem importância e as contribuições negativas foram da mais alta importância, já que os estudos escolásticos sobre a natureza e atributos da alma não utilizavam nenhum método científico, utilizavam de “verdade já aceita, baseada em autoridade”, não se utilizavam de observação, não buscavam, evidencia dos fatos e praticamente baseavam-se em especulação sem base sem levar em conta fatos empíricos.

Abaixo segue em síntese, alguns filósofos da Antigüidade e suas principais contribuições para o desenvolvimento da psicologia:

Demócrito- “Na realidade só existem os átomos e o vazio”. O universo é constituído por átomos. O homem é composto por átomos da alma e átomos do corpo.
- Esta teoria do Atomismo se estendeu para explicar a mente. Mesmo considerando que o corpo estava composto de átomos relativamente grandes e que se moviam lentamente, declarava que a mente estava constituída de unidades extremadamente pequenas e muito movimentadas, que penetravam nos interstícios dos átomos maiores do corpo. Em geral, este era o conceito materialista do determinismo Atomista.

Heráclito
- “Todas as coisas fluem”;
- Existe instabilidade e variação em todo universo;
- A psicologia composta por processos mutáveis.
- Demonstrou que há ciclos cósmicos repetidos, que tudo começa e termina com o fogo (que é considerado uma das fontes da doutrina estóica e cristã do juízo final e do inferno).

Pitágoras
- A realidade pode ser compreendida por meio dos números;
- Aplicação de métodos quantitativos em materiais psicológicos, transformando a psicologia em ciência.

- Acreditava na imortalidade da alma e na reencarnação.

Platão
- afirmou que o comportamento humano tem origem em três fontes principais: no RAZÃO (cabeça), CORAGEM (peito) e SENTIDOS E DESEJOS (abdomem);
- concebeu a mente como um princípio ativo cuja função é controlar o corpo, além de ser o instrumento para obter conhecimento e poder elaborá-lo de forma sistemática.
- A alma é o conhecedor, possui e desenvolve o conhecimento, e depende de forma secundária da sensação; controla as ações do corpo e é a origem do movimento.
- Distinção entre mente e matéria e identificação da mente com o extraterreno.

Aristóteles

- Pensou a ‘mente’ em termos de matéria e forma;
- Interessava-se pelo concreto e pelo real;
- Na presença de dados concretos, achava impossível fixar limites rígidos e estáveis.

sábado, 23 de abril de 2011

O ESTUDO DA HISTÓRIA DA PSICOLOGIA

O ESTUDO DA HISTÓRIA DA PSICOLOGIA - PARTE 1

O que distingue a Filosofia da Psicologia Moderna são a abordagem e as técnicas empregadas que diferenciam a antiga disciplina filosófica da psicologia moderna e marcam o aparecimento da psicologia como um campo de estudo independente e essencialmente científico. A psicologia é oriunda da filosofia. A separação ocorreu no século XIX, quando a psicologia adotou métodos distintos de investigação e raciocínio. A psicologia passou a adquirir uma identidade distinta das raízes filosóficas somente quando os pesquisadores passaram a confiar na OBSERVAÇÃO e na EXPERIMENTAÇÃO para estudar a mente humana. A filosofia e a fisiologia foram as duas disciplinas que influenciaram o desenvolvimento da psicologia moderna. Os psicólogos behavioristas acreditam na influência do passado para a formação do presente. Acreditam que o condicionamento prévio e as experiências de reforçamento determinam o comportamento, em outras palavras, a própria história do indivíduo pode explicar o seu estado atual, o que fomos no passado pode mostrar o que somos no presente. “A influência do passado, ajuda a moldar o presente.” Uma das principais dificuldades enfrentadas por pesquisadores para avaliar o material histórico, é a questão do risco de fatos omitidos e/ou distorcidos, documentos e fragmentos de informações da vida ou trabalho da pessoa que pode ter sido escolhido apenas para causar certa impressão, seja positiva, negativa ou neutra. A história da psicologia teve um fator contextual de discriminação por raça, religião e sexo. Negros, judeus e mulheres enfrentaram discriminação ao longo da história.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Video baseado na alegoria da caverna




“Alegoria da Caverna”, de Platão

No Texto “Alegoria da Caverna”, Platão, em um diálogo com Gláucon, compara a educação humana, ou a falta dela, com uma situação hipotética onde pessoas que tenham vivido por toda a vida dentro de uma caverna, pudessem apenas, durante todo esse tempo, ver as sombras que vinham do exterior, projetadas na parede da mesma, o que para elas, eram a única realidade.
Versava, após, sobre o choque causado pelo primeiro contato de um destes homens com o mundo externo ao que eles viviam, em que eles seriam forçados a endireitar sua postura, e olhar para os objetos e a luz, na forma como a conhecemos; falava, pois, sobre a dificuldade em aceitar uma nova proposta, e que, devido ao padrão pré-estabelecido, o homem tenderia a reconhecer como reais os objetos na forma que ele já conhecia, e não no padrão recém apresentado. Para que fosse possível a adaptação, necessitaria acostumar-se gradualmente com o meio. A partir disso, o homem seria levado a formar novas conclusões no tocante ao padrão de realidade em que ele, agora, vive.
Este homem se lembraria de todo o sofrimento que passou na caverna, lembraria dos outros que lá ainda estavam, ficaria feliz por ter mudado sua situação e sentiria pena dos outros; faria tudo para não voltar àquela vida.
Se tivesse que voltar para a caverna, teria dificuldades, pois seus olhos já teriam se adaptado à claridade, e seria humilhado por seus antigos companheiros, que lá ainda estariam, e lhes daria a idéia de que sair dali era ruim, pois “estragaria suas vistas”, levando-lhes a agredir qualquer um que queira tirá-los dali.
Finalmente, Platão demonstra a percepção final da realidade, onde, chegando-se ao limite do conhecimento do meio, perceber-se-ia que a idéia do Bem é a base de todo o conhecimento e consciência conhecidos, a despeito das ilusões em que as verdades foram outrora baseadas.

sábado, 6 de março de 2010

HOPEFUL

I would like to be wise
To say something to help you
But i'm not, i'm just hopefull
That tomorrow will bring you a surprise




And on the day after tomorrow other surprise
You don't need being skillful
Just be a little hopefull
That once again will have the sunrise



If today the sunset comes before
Please don't worry, dont weep
Because a lot of days will comes much more






You just need to dive deep in yourself
And don't cry anymore
Believe that in your heart will grown the love seed
By:Francis Gomes

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça,

Viu-se grande sinal no céu: Entramos agora nesta nova parte do livro, e ainda encontramos visões das batalhas espirituais ou celestiais. O que acontece na Terra é resultado das batalhas espirituais.

Uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça: Quem é esta mulher? Pelo fato que ela dará à luz o filho que se torna rei (12:5), ou seja, Jesus, alguns sugerem que esta figura representa a própria Maria, mãe de Jesus. Mas é uma visão celestial, e a figura aqui é maior do que Maria. Esta mulher representa o povo de Deus, como podemos perceber pela descrição dela. Ela é vestida do sol e tem a lua debaixo dos pés. O sol e a lua são os dois luzeiros principais dados por Deus para iluminar a Terra. O povo de Deus serve como luz no mundo de trevas (Mateus 5:14-16), revelando ao mundo a luz da revelação divina.

Vários outros fatos apóiam esse entendimento. A coroa de doze estrelas junta um símbolo de vitória (a coroa, ou stephanos) com um número (doze) simbólico do povo de Deus. É totalmente consistente com a linguagem do Velho Testamento pensar no povo de Deus dando à luz. Miquéias disse: “Apoderou-se de ti a dor como da que está para dar à luz? Sofre dores e esforça-te, ó filha de Sião, como a que está para dar à luz, porque, agora, sairás da cidade, e habitarás no campo, e virás até à Babilônia; ali, porém, serás libertada; ali, te remirá o SENHOR das mãos dos teus inimigos.... E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Miquéias 4:9-10; 5:2; veja Isaías 54:1). Não é apenas o povo físico de Israel, nem apenas o remanescente israelita do cativeiro, pois os descendentes desta mulher são as pessoas obedientes em Jesus (Apocalipse 12:17).